entre e , nós.

role

Farmacologia, patologia, microbiologia às vezes é difícil. Quando tudo interage entre si, é ainda mais.

"Com ou sem vasoconstritor?"

"É o anticoagulante?"

"Qual analgésico não vai interagir com as medicações em uso?"

"Glicemia deu 140, e agora?"

"Essa pressão é segura para o procedimento?"

"Bifosfonato há quanto tempo?"

"Precisa de profilaxia antibiótica?"

"Gestação?"

Você não está sozinho.

Por isso, nós organizamos isso para você aplicar já na segunda-feira.

A odontologia nos dá o privilégio de acompanhar o mesmo paciente por todas as fases da vida.

Geração após geração.

Então, a odontologia não pode ficar em um compartimento separado.

Não é assim que o corpo funciona.

Você acumulou anos de excelência técnica. Ela depende de você.

O resultado a longo prazo, não.

O próximo passo não é dominar mais um procedimento.

É tornar-se um expert no paciente.

A elegância do Raciocínio Clínico

Dominar da fisiologia à farmacologia para traduzir a complexidade biológica.

R

Reconhecer

  • Leitura clínica ativaA anamnese lida linha a linha como a base real da decisão.
  • Mapeamento clínicoEntender por que cada medicamento está ali e qual a repercussão de cada condição médica na boca.

O

Organização do risco sistêmico

  • Estratificação de riscoSeparar o que muda a conduta no consultório agora do que permite apenas acompanhamento.

T

Traduzir em conduta

  • Prescrição farmacológica individualizadaProfilaxia, analgesia e antibioticoterapia guiadas exclusivamente pelo risco e pelas medicações em uso.
  • Plano terapêutico integradoRaciocínio clínico integrado e conduta compartilhada com o médico do paciente.
  • Prescrição de cremes dentais para manutençãoIndicação de cremes dentais e adjuvantes guiada pelo princípio ativo e pela necessidade biológica, não por marca.

A

Acompanhar

  • Monitoramento guiado por riscoPlano de retornos definido pela vulnerabilidade biológica.
  • Cronograma dinâmicoUm acompanhamento que respeita o momento de vida do paciente e evolui em sintonia com o plano médico.

Quem somos

Dentistas, médicos, mas acima de tudo cientistas.

OdontologiaMedicina
Eric Nakamura

Eric Nakamura

Cirurgião-dentista FOUSP

Mestre e PhD(c) em Gastroenterologia (Cirurgia) — FMUSP / Hospital das Clínicas da Fac. Medicina da USP

  • Cofundador do Longevity Lab Basel (Suíça)
  • Mentor no Hackathon do Harvard Health Systems Innovation Lab, 2024
  • Mais de 10 prêmios em medicina
  • Apresentações em congressos internacionais — Washington D.C., Paris e Atlanta
  • Revisor de Nature Portfolio, Wiley e Frontiers
NeurologiaPsiquiatria
Vanessa Brito Nakamura

Vanessa Brito Nakamura

Médica neurologista — Hospital Sírio-Libanês

  • Fellowship em Neurogenética e subespecialização em Neuropsiquiatria Geriátrica — FMUSP
  • Fundadora da Kuria Neuropsiquiatria — interface entre neurologia e saúde mental
  • Programa Cérebro Integrado · GOKI Geriatria; interconsultoria em telemedicina no SUS
  • Neurologia da pessoa idosa, doenças neurodegenerativas e repercussão sistêmica da doença crônica

Novo padrão de excelência na odontologia

01

Segurança Clínica

O domínio de farmacologia e fisiologia se traduz em confiança na sua conduta. A clareza técnica elimina o medo.

02

Terapêutica Integrada Baseada em Evidência

O fim da prática isolada. Decisões ancoradas em ciência transformam o seu planejamento odontológico em uma extensão integrada e validada com o cuidado médico global.

03

Referência Técnica para a Classe Médica

Médicos exigem pares resolutivos e seguros. O domínio do manejo sistêmico posiciona a sua prática como a via mais lógica para encaminhamentos.

04

Previsibilidade como Padrão Clínico

A verdadeira rentabilidade mora na ausência de retrabalho e cancelamentos. Respeitar o momento biológico e controlar a inflamação garante longevidade e estabilidade reais às reabilitações.

05

Odontologia focada em longevidade

O paciente deixa de ser uma sequência de procedimentos e passa a ser uma trajetória integrada.

O diagnóstico e a conduta médica é, e continuará sendo, do médico.

Cada profissional sustenta o seu terreno e fortalece o do outro.

E se, diante do próximo paciente, você formular uma pergunta nova, teremos cumprido o nosso propósito.

entre e , nós.

Comece pela pergunta que você ainda não fez.

Ato 1 — a aula que não volta

Você já fez esse curso.

Três dias. Slides. Um caderno inteiro preenchido.

Na segunda-feira, o paciente sentou na cadeira — e nada daquilo voltou.

Ato 2 — a quebra

O que volta é caso.

Decorar é tomar o conhecimento emprestado; entender é torná-lo seu.

Ato 3 — ROTA

O raciocínio tem uma sequência.

  • R Reconhecer
  • O Organizar por risco sistêmico
  • T Traduzir em conduta
  • A Acompanhar

Mulher, 52 anos · Dor na ATM há 3 meses

R — Reconhecer

“Achei que fosse bruxismo. Já usei placa, não adiantou.”

Mulher, 52 anos. Dor na ATM há três meses. Mobilidade dentária generalizada. Periodontite desproporcional à placa.

Na anamnese, sem que você precise perguntar, ela conta que as mãos amanhecem travadas: rigidez matinal de mais de uma hora, e edema simétrico das pequenas articulações.

A queixa era a ATM. O caso é outro.

R — a construção

Periodontite P. gingivalis Proteínas alteradas1 Resposta autoimune Artrite Reumatoide Mãos sem força Escovação ineficiente Agrava a Periodontite

O ciclo fecha onde começou.

O — Ordenar o risco

Exame físico

  • Úlcera oral atípica em uso de metotrexato5
  • Febre ou lesão de crescimento rápido sob biológico

Sinal de alarme

Reportar ao reumatologista.

T — Traduzir em conduta

Não prescreva ibuprofeno. Nem outro AINE.

A paciente usa IECA e diurético. O anti-inflamatório fecha o terceiro lado:

  • AINE bloqueia a prostaglandina e fecha a arteríola renal
  • IECA já reduz a pressão de filtração
  • Diurético reduz o volume — combinação tríplice, lesão renal aguda3
Prescrição personalizada

Controle álgico

Paracetamol

uso interno · conforme dor

Não: ibuprofeno ou outro AINE

IECA + diurético + AINE fecham os três lados da filtração renal.3

Terapêutica oral domiciliar

Creme dental com alfa-bisabolol

uso tópico · diário

Sem: lauril sulfato de sódio

O tensoativo agrava a mucosa já fragilizada pelo metotrexato.

A — Acompanhar

Plano de acompanhamento individualizado

3–4 mesesmanutenção periodontal — não 6

O que não esquecer de avaliar

  • Força de preensão — a escova que servia há seis meses pode não servir mais.
  • Mucosa — úlcera nova em quem usa metotrexato pede hemograma, não bochecho.5
  • ATM — dor que muda de padrão volta para o reumatologista.2
  • Medicação em uso — a receita do médico muda; a sua também.

Mitos

“Dor na ATM em paciente com AR é sempre bruxismo.”

A articulação temporomandibular é uma articulação sinovial como qualquer outra — pode ser um sítio real da doença, não apenas colateral dela.2

“Prótese articular por AR exige profilaxia antibiótica antes de qualquer procedimento.”

Não é mais a orientação corrente. A exigência de profilaxia de rotina para paciente com prótese articular foi revista, e hoje não é recomendação padrão fora de casos individualizados de alto risco.4

“Úlcera na boca em paciente de metotrexato é estomatite — trata com bochecho.”

Pode ser sinal de toxicidade medicamentosa (supressão da medula óssea). Úlcera atípica ou muito dolorosa nesse paciente pede hemograma antes de qualquer bochecho.5

Ato 5 — a simplicidade

Se não for simples de aplicar na segunda-feira, não é Nakka.

  1. Wegner N, Wait R, Sroka A, Eick S, Nguyen KA, Lundberg K, Kinloch A, Culshaw S, Potempa J, Venables PJ. Peptidylarginine deiminase from Porphyromonas gingivalis citrullinates human fibrinogen and alpha-enolase: implications for autoimmunity in rheumatoid arthritis. Arthritis Rheum. 2010;62(9):2662–2672. doi:10.1002/art.27552. PMID: 20506214.
  2. Hysa E, Lercara A, Cere A, Gotelli E, Gerli V, Paolino S, Pizzorni C, Sulli A, Smith V, Cutolo M. Temporomandibular disorders in immune-mediated rheumatic diseases of the adult: a systematic review. Semin Arthritis Rheum. 2023;61:152215. doi:10.1016/j.semarthrit.2023.152215. PMID: 37167773.
  3. Loboz KK, Shenfield GM. Drug combinations and impaired renal function — the ‘triple whammy’. Br J Clin Pharmacol. 2005;59(2):239–243. doi:10.1111/j.0306-5251.2004.2188.x. PMID: 15676048.
  4. Sollecito TP, Abt E, Lockhart PB, Truelove E, Paumier TM, Tracy SL, Tampi M, Beltrán-Aguilar ED, Frantsve-Hawley J. The use of prophylactic antibiotics prior to dental procedures in patients with prosthetic joints. J Am Dent Assoc. 2015;146(1):11–16.e8. doi:10.1016/j.adaj.2014.11.012. PMID: 25569493.
  5. Deeming GM, Collingwood J, Pemberton MN. Methotrexate and oral ulceration. Br Dent J. 2005;198(2):83–85. doi:10.1038/sj.bdj.4811972. PMID: 15702101.
  6. Gillick JL, Wainwright J, Das K. Rheumatoid arthritis and the cervical spine: a review on the role of surgery. Int J Rheumatol. 2015;2015:252456. doi:10.1155/2015/252456. PMID: 26351458.

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